Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 12/06/2021

No filme “Missão Especial”, é retratada a história de uma mulher que teve seus dois filhos, gêmeos, diagnosticados com autismo. O longa mostra a realidade de Corinne, que criou seus filhos para que ambos pudessem desenvolver excelência em muitas atividades, mesmo sob diversos obstáculos. Paralelo a isso, no Brasil, ainda existem desafios no que concerne a inserção de autistas na sociedade. Desse modo, similar ao filme, os problemas estão também relacionados à rejeição e ao preconceito.             A princípio, é válido ressaltar que o Autismo é uma doença que afeta no comportamento e comunicação do paciente. Nesse sentido, muitas instituições, como as escolas, encontram-se indisponíveis para receberem estes alunos, ora por falta de recursos, ora por falta de profissionais de auxílio específico. Com isso, os desafios para promover a inserção de autistas na sociedade, são prolongados, uma vez que a socialização inicia-se no ambiente escolar. Consequentemente, o autista que não consegue apoio educacional encontra, muitas vezes, dificuldades para melhorar os relacionamentos sociais, o que gera problemas de dependência e sentimento de incapacidade.                         Ademais, outro desafio é o preconceito. Consequência máxima da rejeição, o preconceito gerado é resposta do pensamento de incapacidade que são referidos aos autistas. A série “The Good Doctor”, evidência a dificuldade de um médico, Shaun Murphy, recém-formado e diagnosticado com autismo, ao iniciar sua jornada como médico de um hospital, no qual, teve que lidar com a discriminação e o preconceito, visto que parte de sua equipe não acreditava em seu potencial, devido a sua condição especial. Em análise, mesmo que em cada paciente o autismo se manifeste em uma proporção diferente - casos mais leves e mais bruscos, fica claro que é possível tratar e fazer com que o autista tenha uma vida aparentemente normal. Contando que, a inserção dos autistas seja devidamente alcançada e o preconceito dissipado.

Portanto, medidas são necessárias para fim do impasse. Logo, o Ministério da Saúde, deve fazer com que autistas consigam alcançar a inserção social, por meio de uma lei que, primeiramente, reserve às escolas do país, vagas para estudantes com autismo. Posteriormente, reserve vagas de empregos destinadas aos autistas. Isso sera feito por meio de auxílio com profissionais capacitados, que irão ajudar e promover maior socialização para quem possui dificuldades associadas à doença. Além disso, urge que campanhas de respeito e empatia sejam publicadas nas redes sociais, com intuito de ceifar o preconceito sofrido por estes doentes. Feito isso, os desafios de inserção de pessoas com autismo na sociedade brasileira serão minimizados. Espera-se que como em ‘‘Missão Especial’’, os autistas consigam superar as dificuldades e alcançar o sucesso que os gêmeos do filme alcançaram.