Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 11/06/2021

A série Atypical, produzida pela plataforma Netflix, retrata a trajetória de Sam, um jovem autista, que enfrenta a segregação em diferentes esferas sociais, lutando pelo respeito e o alcance de sua independência. Analogamente, nota-se no Brasil a conservação de preconceitos relacionados a manifestações do Transtorno do espectro autista (TEA), acentuando desafios para aceitação popular e inclusão educacional.

Mediante ao elencadao, conforme o pensamento do filósofo francês Voltaire, a intolerância é edificada pela desinformação. No que tange o autismo, pouco se sabe sobre suas causas e condições, uma vez que só foi considerado uma doença pela Organização Mundial da Saúde em 1993. Destarte, portadores do espectro ainda são vítimas da discriminação e marginalização social, especialmente devido ao enraizamento de estereótipos, sendo considerados incapazes e inválidos, ocasionando sua exclusão em diferentes âmbitos, seja em núcleos trabalhistas e escolares ou em setores midiáticos.

Outrossim, a falta de compreensão familiar, motivada pelo negacionismo e o bloqueio a “imperfeições”, reforça a dificuldade de inserção de pacientes no meio social e a emissão de diagnósticos. Desta forma, tais fatores se tornam preocupantes, visto que indivíduos com traços autistas apresentam restrições comunicativas e padrões comportamentais singulares, além da condição se manifestar em diferentes graus, necessitando, portanto, de intervenções precoces que estimulem o desenvolvimento cognitivo e promova uma interação, o que não é possível com o indeferimento paterno.

Em referência a inclusão educacional, segundo os estudos da especialista em deficiências neurológicas Dra. Maria Teresa Mantoan, ambientes escolares são de extrema importância na integração de autistas, já que proporcionam a socialização e o progresso intelectual. Contudo, a falta de profissionais especializados e disponibilidade de espaços educacionais que se adequam às necessidades de pessoas atípicas, sobretudo em regiões periféricas, intensificam os desafios para o atendimento, auxílio aceitação pública, pois impossibilitam a aplicação de tratamentos adequados.

Infere-se, portanto, a necessidade de normalização do autismo e sua inserção em diferentes campos sociais. Através da disponibilização de cursos especializastes, pelo Ministério da Educação, voltado ao aprendizado de pedagogos, além da garantia de salas de recurso em instituições educacionais, visando o amparo das especificidades de autistas e suas famílias. Ademais, o densenvolvimento de campanhas informativas, pelo Ministério das Comunicações, atreladas ao “Abril Azul”, mês destinado a concientização do autismo,  objetivando  a inclusão social e a desconstrução de preconceitos