Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 16/06/2021

O autismo é um transtorno de desenvolvimento que prejudica a capacidade de comunicação e intera- ção social do portador. Os sintomas mais comuns apresentam-se como comportamentos obsessivos e repetitivos, além de dificuldades de socialização e afetividade. Embora o autismo seja comum no Brasil, cerca de 2 milhões de pessoas diagnosticadas, ainda existe um estigma que dificulta a sua inclusão na sociedade. Infelizmente, o campo da educação ainda segue preconceituoso acerca de pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista), tornando a inclusão mais difícil, visto que a educação é a porta de entrada para um infinito mundo de oportunidades.

Nesse contexto, é notória a importância da educação na sociedade, pois ela tem o poder de mudar a realidade de um país. Entretanto, as escolas brasileiras ainda apresentam-se limitadas ao acolhimento de estudantes autistas. Inclusive, muitas instituições negam matrículas de pessoas desse grupo, alegando a inviabilidade de ensino. Felizmente, em 2012 foi criada a Lei Berenice Piana, que promove a inclusão de pessoas com TEA, dando acesso aos direitos relacionados à saúde, educação e ao trabalho, além de criminalizar a prática desrespeitosa de se negar matrículas em escolas regulares. Uma outra conquista importante para os cidadãos autistas, é a obrigatoriedade de ensino artístico nas escolas de todo o Brasil, visto que a forte presença de arte contribui para o desenvolvimento desses alunos, aumenanto sua capacidade motora, afetiva e de comunicação social. Essa prática possibilita a sua  adesão  na sociedade e uma melhor qualidade de vida para a criança autista.

Dessa forma, uma educação eficaz é necessária na vida do portador de TEA pois possibilita, além de uma melhor relação social, um maior grau de instrução. Infelizmente, muitas pessoas possuem a errônea ideia de que os autistas são eternas crianças e que não podem trabalhar e levar uma vida comum. Concepções assim criam barreiras que dificultam a inserção do portador de TEA no meio social. De acordo com o Inep, cerca de 1500 alunos autistas estão no ensino superior, parcela diminuta se comparada ao número de portadores diagnosticados, confirmando a necessidade de inclusão desse grupo. É evidente que a Lei Berenice Piana tem contrubuído para a luta autista, mas ainda é necessária a ampliação de medidas abarcantes no meio educacional e trabalhista.

Portanto, visto que a educação é muito importante para a superação dos desafios acerca da inclusão social de pessoas autistas, é preciso que o Ministério da Educação promova a ampliação do ensino para portadores de TEA, por meio de programas educacionais voltados para o desenvolvimento intelec- tual e social dos alunos. É preciso que esses programas estejam presentes em todas as escolas brasi- leiras, públicas e particulares, visando uma melhor qualidade de vida para a populção autista.