Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 21/06/2021
Segundo dados do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Descasos), orgão ligado ao Governo dos Estados Unidos, existe um caso de autismo a cada 110 pessoas. Portanto, estima-se que o Brasil com seus 200 milhões de habitantes, possua cerca de dois milhões de pessoas com o TEA (Transtorno de Espectro Autista). Esse grande número mostra os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil, os diagnósticos fornecidos com os estigmas e suas consequências, como a falta de inclusão escolar.
Em primeira análise, os estigmas em relação ao autismo impedem o avanço da inclusão, vivemos em um país capacitista, onde o preconceito atinge penosamente os autistas. Foi nesse cenário que no dia 18 de julho foi instituído como o Dia Nacional do Orgulho Autista, com a intensão de evidenciar a deficiência na coletividade, assim como retirar o véu da ignorância que paira sobre esse funcionamento cerebral específico. Embora existam iniciativas como essas os estigmas são fortemente presentes na sociedade e nas consequências graves, saliente-se a dificuldade da inclusão escolar.
Em segunda análise, a falta de inclusão escolar deve ser fortemente combatida, em decorrência dos estigmas tanto alunos como professores não compreendem como lidar com pessoas autistas e simplesmente como excluem. No Brasil a Lei 12.764 de 2012 passou a classificar o autismo como deficiência, assegurando aos diagnosticados todas as políticas de inclusão existentes no país para pessoas com deficiência, por exemplo, eles passaram a ter direito a uma educação inclusiva, em uma sala regular de ensino. No entanto, apesar da lei, educadores ainda não sabem lidar com o transtorno, como resultado, a lei não é cumprida em totalidade.
Em conclusão, os estigmas devem ser combatidos, para isso é necessária a atuação do Governo na divulgação de informações sobre TEA de forma ampla e clara, por meio das redes sociais, como quais possibilitam um grande alcance, a fim de que as pessoas fiquem informadas sobre o transtorno e os preconceitos sejam dissolvidos. Ademais, dessa maneira o preconceito não atrapalhara uma conduta profissional do educador que será mais preparado para lidar com crianças autistas. Como resultado a Lei 12.764 será cumprida.