Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 10/07/2021
Durante a Antiguidade Clássica grega, era comum que as crianças portadoras de alguma deficiência ou transtorno são assassinadas ao nascer, por serem consideradas pessoas inúteis à sociedade. Na contemporaneidade, isso não é comum, atualmente sendo avaliado como homicídio. Entretanto, problemáticas como o preconceito tornam a inclusão social de pessoas com deficiências, como o autismo, ainda mais difícil. Isso, é necessário debater a presença de preconceitos e a necessidade de formas de integração social de pessoas com autismo no Brasil.
Analisando mais profundamente, a persistência de preconceitos contra autistas é um dos principais obstáculos para alcançar a inclusão social. De acordo com uma matéria do jornal O Tempo, foi evidenciado a recorrência de escolas que recusam crianças portadoras de deficiências como alunas. Com base nessa reportagem, torna-se evidente que o preconceito é extremamente presente na sociedade, até mesmo no ambiente escolas, que deveria ser um local acolhedor, uma vez que é palco das primeiras interações sociais da criança. Bem como, a ocorrência de discriminação nesse ambiente corrobora para cristalizar os desafios da inclusão social de pessoas autistas, pois marca o início da vida social de forma negativa.
Além disso, a necessidade de adaptações no meio social para a inclusão íntegra de pessoas com autismo fundamente um obstáculo na socialização. Segundo o escritor Franz Kafka, a solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana. Análogo ao pensamento do escritor, demonstra-se que para integrar portadores de autismo, é necessário exercitar a solidariedade por meio de ações que tornem o convívio social respeitoso e agradável. Outrossim, para firmar essa inclusão, essas atitudes precisam gerar um ambiente adepto às necessidades dos autistas, para conseguir estabelecer a integração de forma completa. Com isso, será estabelecido o respeito pela dignidade do próximo, através dessas ações que beneficiam o convívio para pessoas com autismo.
Em suma, é dever governamental, a criação de projetos inclusivos em escolas e empresas, por meio de parcerias com entidades ligadas à pessoas com autismo, para ofertar palestras educacionais sobre a inclusão social e respeito. Ademais, segurado pelo Poder Legislativo Federal, deve estabelecer uma lei que torne obrigatório a contratação e participação ativa de portadores desse transtorno em empresas e corporações. Com a implementação dessas atitudes, deve-se esperar que os desafios da inclusão de pessoas portadoras de autismo diminua, a fim de tornar o ambiente social harmônico e respeitoso, como supracitado por Franz Kafka.