Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 27/09/2021
Na série “Atypical”, Sam é um jovem autista de 18 anos que tem o objetivo de conquistar a sua independência. Entretanto, ele encontra um caminho cheio de obstáculos, com muitas pessoas e locais despreparados para lidar com pessoas no espectro. Fora da ficção, infelizmente, isso ainda é muito comum, principalmente no Brasil, com escolas sem preparação para acolherem esses alunos e a discriminação de pessoas autistas.
Em primeiro lugar, é importante destacar que o autismo em crianças é mais comum que outras condições, como o câncer, a AIDS e a diabetes. De acordo com a ONU, estima-se que há mais de 70 milhões de pessoas com autismo no mundo, atingindo quase dois milhões somente no Brasil. Com isso, existe a necessidade de que desde criança a escola preste atenção e capacite profissionais para que saibam lidar com esse transtorno, sempre tentando incluir cada vez mais as pessoas autistas e, consequentemente, evitar a discriminação.
Ademais, muitas pessoas no espectro autista sofrem diariamente com preconceito. Esse tipo de atitude pode ocorrer na escola, nas redes sociais, no trabalho e até mesmo na rua. Na série “The Good Doctor”, Shaun Murphy é um jovem autista recém-formado em medicina, que passa por dificuldades para conseguir uma vaga de emprego por causa da sua condição. Isso, lamentavelmente, também é uma realidade no Brasil, com diversos desafios da inclusão de pessoas com autismo, tendo que se provarem que são muito mais capazes do que pessoas sem esse transtorno.
Portanto, medidas são necessárias para amenizar os problemas citados. Cabe ao Ministério da Saúde, junto ao Ministério da Educação, a conscientizarem as crianças desde o ensino fundamental I sobre a existência de pessoas autistas, por meio de palestras e professores capacitados para lidarem com essas pessoas, a fim de reduzir a discriminação e melhorar a inclusão. Para que nenhum Sam passe mais por tantos obstáculos para conseguir a sua independência.