Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 09/07/2021

Conforme a primeira lei de Newton, um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força atue sobre ele, mudando-o de percurso. Nessa perspectiva, em alusão ao corpo social brasileiro, ainda que os direitos da cidadania sejam para o dever de todos, todavia existem obstáculos a serem superados, uma vez que a inclusão dos autistas são desprezadas. Com isso, ao invés de funcionar como a força capaz de reverter essa situação, os desafios a respeito da falta de informação sobre o que é autismo, bem como o descaso de Políticas Públicas acabam por contribuir com a situação atual.

Em primeira análise, durante a Idade Média, a partir do século V, pessoas com deficiência ou propiciais a algum de transtorno mental eram perseguidas e mortas, sendo tratadas como criaturas amaldiçoadas. Diante disso, percebe-se a falta de conhecimento acerca da gravidade do problema desde muito tempo, provocando o aumento da discriminação, exclusão social, tanto quanto o preconceito. Além disso, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, estima-se que uma em cada 88 crianças apresentam traços de autistas. Desse modo, cabe ao Governo implementar medidas que garantam o entendimento da população acerca da doença, a fim de que os atuais e novos casos sejam amparados de forma consciente.

Sob um segundo enfoque, para o filósofo Hans Jonas, o homem deve se preocupar com os efeitos coletivos das suas ações e não apenas em consequências individuais. Em virtude disso, sabendo que o autismo é uma doença que não possui cura e que requer de tratamentos especiais, cabe às Política Públicas promover o acesso dessas pessoas nas terapias, acompanhamento médico desde a infância, além do ensino adaptado. Haja vista que, o transtorno dificulta a comunicação e a realização de atividades no geral. Por isso, é preciso que a acessibilidade seja ampliada, em razão do cuidado com o próximo.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que realizem a mudança do percurso. Para isso, urge que o Ministério da Educação crie, por meio de verbas governamentais, projetos no Comitê de Ética, sendo administrados por profissionais psicólogos, para que os direitos da cidadania sejam exercidos por todos, especialmente os portadores de algum transtorno psicológico, a fim de garantir a inclusão social, em detrimento do preconceito. Desse modo, o conhecimento vai sendo propagado, fortalecendo o conhecimento sobre o que é autismo. Além disso, o Governo deve promover no sistema de ensino a participação de professores capacitados para lidar com autistas, a fim de oferecer um pilar de apoio ao desenvolvimento. Somente assim, será possível a mudança do percurso, de modo que garanta uma perspectiva de mundo melhor.