Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 15/07/2021
A série original Netflix “Atypical”, retrata a jornada de autoconhecimento e independência de Sam, um garoto de 18 anos diagnosticado dentro do espectro do autismo. Fora da ficção, jovens e adultos que possuem essa condição também procuram integrar uma sociedade sem preconceito e menos hostil. Porém, a obtenção de tal feito é uma tarefa desafiadora na contemporaneidade. Desse modo, é indiscutível o debate sobre a discriminação sofrida por esses indivíduos, bem como, a falta de escolas com os instrumentos ideais para uma criança autista.
No que tange aos problemas psiquiátricos de qualquer aspecto, existe um conceito preestabelecido na coletividade global que todas as pessoas que apresentam esses transtornos são dependentes e incapazes, esse pensamento dificulta a inclusão social para os membros desse espectro. Como prova disso, está o fato de que pessoas com autismo eram retratadas na literatura e na mídia como seres humanos sem compaixão ou empatia. Por conseguinte, é necessário mudar esse quadro no Brasil.
Em acréscimo, encontrar escolas com disponibilidade para crianças com TEA, ainda é um desafio enfrentado por seus responsáveis. Uma vez que, cada sujeito apresenta diversos graus de autismo, nenhuma criança terá a mesma dificuldade que a outra na escola, o que intensifica a importância de uma educação mais abrangente. Assim como está na lei n° 12.764 que garante o direito à educação para as pessoas com essa condição. Logo, é essencial discutir sobre tal assunto.
Portanto, é preciso agir para facilitar a inclusão dos indivíduos com autismo no Brasil. Assim , urge ao Ministério da Cidadania criar projetos pelo meio de campanhas com objetivo de desconstruir os pensamentos ultrapassados e preconceituosos a respeito do TEA. Cabe, também, as instituições escolares a introdução de uma educação globalizante por meio da parceria com ONGs envolvidas com o autismo que possam oferecer minicursos aos educadores para uma melhor aprendizagem das crianças autistas. Quem sabe assim, por meio dessas e outras ações, mais jovens como o Sam terão uma vida melhor e mais cheias de oportunidades.