Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 27/08/2021

A inclusão de pessoas com autismo não é um desafio atual no Brasil: desde a época em que o país era apenas uma colônia de Portugal, entre o século XVI e XIX, a inclusão de pessoas sempre foi algo muito complexo e alvo de grandes discussões, o qual gerou um impacto prejudicial no desenvolvimento da nação. Atualmente, apesar de um estado mais desenvolvido e unido, os problemas sociais e de introdução de pessoas diferentes, continuam um desafio. Nesse âmbito, dois aspectos fazem-se relevantes: a dificuldade de diagnosticar a doença e a falta de preparo das escolas.

Mormente, o autismo é uma doença que ainda levanta muitas dúvidas e discussões, sendo, uma das mais importantes é o diagnostico preventivo na criança desde seus primeiros anos de vida. Além disso, é de extrema importância descobri essa síndrome bem cedo, para assim, poder fazer os ajustes necessários para a criança poder crescer e evoluir em um ambiente em que seja bem acolhida e entendida. Logo, esse diagnostico é um direito da pessoa com autismo prevista pela lei e de extrema importância para o seu desenvolvimento.

Outrossim, destaca-se a falta de preparo e de qualificação das escolas. De acordo com o filósofo Immanuel Kant, o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele. Com base nisso, fica evidente a importância que a educação tem para todos os indivíduos. Porém, a educação que as pessoas com autismo recebem não é igual as outras pessoas, seja por falta de qualificação dos profissionais que trabalham nas escolas ou também pela exclusão desses alunos especiais recebem nesse ambiente. Como resultado, o grande problema desses cidadãos com essa síndrome que é a dificuldade em ter relações socias, se agrava nas escolas.

Dessa maneira, medidas são necessárias para revolver o impasse. Portanto, é necessário que o Governo Federal em parceria com a mídia, deve, por meio de um projeto social, criar campanhas de conscientização nas redes de comunicações, para que os pais dessas crianças com autismo, entendam como é esse problema e procurem ajuda medica o quanto antes, para conseguir um diagnostico o mais cedo possível. Dessa maneira, será possível dar a criança o cuidado e tratamento adequado. Além disso, o Ministério da Educação precisa criar formas de orientar os profissionais das escolas de forma adequada, seja por cursos especiais ou palestras de profissionais da saúde. Ademais, é importante a conscientização também dos alunos através dessas palestras, para assim, tornar essas crianças com autismo, cada vez mais aceitas na sociedade.