Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 03/08/2021

O livro “O Cidadão de Papel”, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas sociais que afligem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que os impasses na inclusão de indivíduos autistas no país afetam uma grande parte da população. Assim, seja pela falta de investimentos na área da saúde, seja pelo preconceito imposto pela sociedade, o  problema exige uma reflexão urgente.

Convém salientar, de início, que o governo se omite frente ao agravamento da situação quando se trata acerca de investimentos na saúde a favor dos autistas. Desse modo, é possível destacar que uma grande parcela das pessoas no mundo são portadoras esse tipo de deficiência e não possuem quase nenhuma ajuda gratuita do governo em tratamentos, remédios, consultas etc, além da falta de auxílios financeiros, pois muitas famílias com integrantes autistas vivem de salários mínimos ou até mesmo abaixo da linha da pobreza, ou seja, sem condições em fornecer cuidados especiais às pessoas necessitadas. Logo, é substancial a mudança desse quadro.

Ademais, é necessário destacar que o preconceito para com autistas agrava seriamente o entrave. Nesse sentido, quando a pessoa com deficiência se encontra em locais públicos na intenção de se incluir na sociedade, são muitos os indivíduos que olham com desgosto, agridem fisicamente ou emocionalmente com falas, xingamentos, deboches etc, ou seja, fazem esses autistas se sentirem menosprezados e diferentes. Por esse motivo, é inaceitável que essa situação de desrespeito se perpetue na sociedade contemporâneo.

Infere-se, portanto, que são necessárias medidas capazes de mitigar o problema. Para tanto, é imperiosa uma ação do Ministério da Saúde, que deve, por meio de investimentos e campanhas para acolher autistas, promover maiores disponibilização de medicamentos, consultas, terapias, tratamentos, totalmente gratuitos, para assim, todos terem a oportunidade de viver uma vida digna na qual todos possam usufruir de seus direitos, erradicando a ideia de exclusão social devido às diferenças humanas.