Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 09/09/2021

A Constituição brasileira de 1988 assegura as mesmas condições a todos os indíviduos no país. Contudo, na prática, tal garantia é deturpada, visto que pessoas com transtorno do espectro autista, são a prova que essa prerrogativa, em parte, não condiz com a realidade. A causa disso, se dá, em tese, por conta da deficiência na integração desses cidadãos, na realidade contemporânea, pelas suas pecualiaridades individuais. Logo, faz-se, necessário,  uma imperiosa análise dessa conjuntura, com o intuito de mitigar os entraves para a consolidação dos direitos constitucionais.

Em primeira análise, vale ressaltar que na idade média as pessoas com doenças mentais eram tratatadas, muitas vezes, como animais, isto é, devido a conceitos preconceituosos perpetuados ao longo da história humana, criou-se um estigma relacionado, uma vez que aqueles que sofrem com dessas condições são marginalizados. Esse panorama lamentavelmente se comprova após uma curta análise acerca do sistema educacional brasileiro, onde, os profissionais da área não tem uma estrutura para lidar com as individualidades de cada aluno e precisam resumir tudo a um único método de ensino. Evidencia-se, portanto, que as posições geradas pelo passado, em que as pessoas eram deixadas de lado, persistem até o presente.

Ademais, vale ressaltar que, de acordo com o neuropedagogo Pierluigi Piazzi, o sistema educacional brasileiro já está em direção ao declínio da hipérbole condizente à educação, ou seja, além das escolas públicas não darem uma experiência acadêmica adequada aos estudantes, devido a alta demanda, os mesmos não tem capacidade para se adentrar aos fins específicos que cada aluno autista necessita. Desse modo, as instituições públicas, frequentemente requisitadas pelo povo, não sustentam a exigências esclarecidas pela Constituição.

Verifica-se, então, a necessidade de ampliar a força educacional estipulada por Pierluigi, afim de, acima de tudo, assegurar a inclusão das pessoas com autismo prevista na magna carta. Para isso, é imperativo que o Ministério da Econômia destine verbas para a construção de novas escolas especializadas nas doenças mentais, tais como o autismo, em regiões de alto déficit, por meio da inclusão de seu objetivo na base das Diretrizes orçamentárias, com o intuito de diminuir a falta de estrutura das escolas capazes de incluir esses alunos. Além disso, cabe à escola, forte ferramenta de formação de opinião, realizar rodas de conversas com os alunos sobre a problemática do preconceito com os transtornos mentais, com a finalidade de desconstruir a ideia gerada na idade média. Feito isso, o sistema educacional poderar cessar o declínio estatístico estudado por Pierluigi, e assim, promover, sobretudo, uma sociedade brasileira inclusiva às pessoas com autismo no Brasil.