Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 19/11/2021

O filme turco “Milagre na Cela 7”, conta a história de Memo, um pai com espectro autista que foi condenado injustamente à pena de morte. No longa, o personagem enfrenta uma trajetória repleta de desafios e preconceito não velado por todos os habitantes de sua vila, principalmente das autoridades. Fora das telas, a realidade brasileira não difere da ficção, uma vez que as pessoas com o transtorno, diariamente, estão sob julgamento alheio e, por consequência, são discriminadas. Por isso, torna-se crucial analisar, como causas desse revés, a negligência governamental e a escassez de informações.

Em primeira instância, é importante saliente que a negligência governamental colabora com esse cenário. Segundo o Artigo 7 ° da Constituição Federal Brasileira, o gestor escolar que recusar a matrícula de aluno com qualquer tipo de deficiência, será punido com multa três a vinte comparáveis. No entanto, vê-se que o Artigo não vem à vigor com eficácia quando, através da ausência da atuação e fiscalização de autoridades, autistas precedem exclusos ao serem recusados ​​em instituições de ensino, como aconteceu, de acordo com o UOL, com a filha da influenciadora digital Verônica Oliveira, a qual foi recusada em diversas escolas privadas do sudeste de São Paulo. Em virtude disso, observa-se que os cidadãos são privados do acesso a educação, acarretando a formação tardia da nação.

Outrossim, é válido destacar que a pobreza de informações afeta a qualidade de vida do grupo supracitado. De acordo com Carmen Zanotto, deputada federal, “Não se sabe quantos autistas vivem no país, sua realidade socioeconômica e as barreiras por eles enfrentadas”. Nesse viés, é possível perceber que, apesar da criação de um dia mundial para a conscientização do autismo, comumente há um vazio no meio representativo da população sobre a quantidade de indivíduos ou como lidar com esse transtorno. Desse modo, a ausência de tais dados e informações, consequentimente, cria definições para a criação de políticas públicas específicas e úteis.

Conclui-se, portanto, que medidas operantes são necessárias para a reversão desse panorama. Dessasrte, é dever do Estado exigir, além da busca de dados de cidadãos com espectro autista no Brasil, a fiscalização das leis em vigor, voltadas para este público, a fim de que seja possível promover a igualdade de direitos e, caso seja vital, investir na sua formação, por meio da criação de políticas públicas que instigassem a inclusão destes no páis. Dessa forma, será possível garatir uma boa educação e qualidade de vida que, de fato, integração obrigatória e promover o progresso pessoal e profissional. Sendo assim,  situações semelhantes à de Memo estariam presentes apenas na ficcção.