Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 24/09/2021

O filósofo prussiano Immanuel Kant afirmava que o ser humano é resultado da educação que teve. Assim, se há um problema social, há como base uma lacuna educacional. Nesse sentido, tal premissa se faz presente no cenário brasileiro, uma vez que a dificuldade da inclusão de pessoas com autismo no brasil é uma questão recorrente. Pois, tal parcela populacional é incompreendida e impedida de atuar em certas áreas da sociedade, simplesmente por serem diferentes da maioria. Ademais, essa é uma grande problemática, provocado muitas vezes pela falta de conhecimento da comunidade, acompanhado da ineficiência de políticas públicas ligadas a esse viés.

Em primeira análise, vale ressaltar que a desinformação promove o agravamento do entrave.  O que remete a série The Good Doctor, produzida pela ABC Studios, que mostra um jovem médico chamado Shaun, que sofre de um tipo de autismo, a Síndrome de Savant, que gera dificuldade de socialização. Assim, mesmo sendo altamente capacitado para atuar na profissão, ainda passa por situações de desconfiança no meio clínico, apenas por sofrer de tal mutação genética. Desse modo, é notório que o conhecimento é uma fonte inesgotável para o bom senso, todavia, a sociedade contemporânea carece de tal valia. E para isso, é necessário uma reformulação estrutural da mesma, necessitando de alterações desde as bases escolares, influenciando as novas gerações a portarem o “gene” do bem.

Outrossim, a negligência dos poderes públicos em cumprir com as leis sociais são de extrema relevância para a contribuição do problema imposto. Pois, os governantes do país têm o papel de ofertar métodos para a superação de crises. Todavia, mesmo com o já existente artigo sexto da Constituição Federal, na forma de direito a educação, os responsáveis pelos órgãos governamentais o tratam com desdém. Assim como relatou a revista O Tempo, a respeito do polêmico caso de escolas estarem recusando  matricular crianças com algum tipo de deficiência em suas intituições. Ato esse, que é reflexo da forma que este país têm solucionado seus problemas: de forma superficial e não efetiva, o que provoca uma liberdade que não condiz com o direito de todos.

Depreende-se, portanto, a necessidade de medidas que atenuem essa situação. Logo, a fim de melhorar o convívio social, cabe ao governo, por intermédio do Ministério da Educação - Órgão responsável pela elaboração das políticas educacionais de todo país -, investir em projetos que estimulem o convívio de crianças e adolescentes com as pessoas que sofrem da síndrome de autismo. Visto que, os mesmos tem dificuldade de se socializar, Assim, esse projeto humanitário poderá trabalhar nos jovens o entendimento do mundo que está em volta, estimulando o aprimoramento constante das instituições para com seus alunos e demais envolvidos.