Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 16/10/2021

As dificuldades que rodeiam o convívio para crianças com autismo no ensino básico sempre foram algo alarmante, nos últimos dois anos com a pandemia se tornou muito mais grave e complicado, porque uma das formas mais efetivas de inclusão para essas pessoas são os momentos em grupo, o ato de se acostumar com contato físico e se relacionar com os demais colegas. Com a ausência dessa atividade presencial, há um maior isolamento para esse grupo.

Tendo esse cenário em mente, é necessário analisar o fato de que problemas de socialização e solidão na infância podem afetar a vida inteira de uma pessoa, que seja autista ou não. Quando isso é somado ao autismo, essa quebra de desenvolvimento infantil fica ainda maior. É criado um grupo de adultos ainda mais vulnerável. E com adultos vulneráveis, há maior índice de crianças em situação de risco; é um grande ciclo, mas para ter adultos saudáveis, é fundamentel que as crianças cresçam em segurança.

Sabendo disso, é possível focar na grande questão, a reintegração de crianças com autismo em um ensino que ainda está se recuperando e retornando aos poucos ao presencial. Para a psicopedagoga, Maria Rubia, é vital a colaboração forte entre os responsáveis da criança juntamente com a escola. Para que mesmo antes do retorno presencial a criança se familiarize com o ambiente da instituição. Seja visitando o recinto, os educadores ou fazendo o caminho até o prédio escolar. Esse é o primeiro passo para que a readaptação não se complique desde o princípio, com a ida até a escola.

Já para as questões no ambiente estudantil, o trabalho em conjunto do corpo docente é a chave principal. Brincadeiras, tarefas em grupos, momentos de lazer serão importantes para que essas crianças voltem a dar passos confiantes entre seus colegas e é essencial que seja organizado e feito em pequenos grupos de início, tanto pela reintegração de autistas quanto pelos cuidados com o distanciamento social.

Com esses pequenos movimentos, que terão um grande impacto, será criado um caminho mais acolhedor e nutritivo para que essas crianças se recuperem dos últimos anos e possam se desenvolver de forma mais frutífera. De certo, se tornando adultos mais saudáveis e mais aptos a criar ambientes ainda mais seguros e inclusivos.