Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 18/10/2021
A afirmação " o mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles", atribuída à filósofa Simone de Beauvoir, pode facilmente ser aplicada aos desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil. Já que mais escandaloso do que a ocorrência das crianças autistas serem rejeitadas nas escolas e não haver tratamento adequado àqueles que sofrem desta doença, é o fato da população habituar-se a ela.
Em primeiro lugar, é notório afirmar a não aceitação da matrícula de crianças autistas é um crime e grave. Assim sendo, ao não aceitar estes alunos geram diversas consequências negativas, como a não socializaçao, tanto do autista quanto dos demais alunos. Ou seja, as crianças não vão aprender que o colega portador de autismo precisa ser recebido com amor e carinho e que realizar atitudes e comentários pejorativos é errado. Com essa abordagem, sem este ensinamento, gera adulto preconceituoso e vil, como dizia Albert Einstein " é mais fácil desintegrar um átomo do que romper um preconceito", portanto, é preciso ensinar deste cedo a respeitar as diferenças.
Além disso, a falta de tratamento adequado na rede pública para estas pessoas é algo que deve ser solucionado. Dessa forma, ao não receber o cuidado preciso, pode vir a desencadear o agravamento do caso clínico, gerando consequências subversivas tanto para o doente quanto para a sociedade. Essas consequências vão retirar oportunidades de emprego dos autistas e excluí-los ainda mais. Portanto, " a eduacação nunca foi despesa, sempre foi investimento", afirmação atribuído ao economista britânico William Lewis, assim dizendo, investimento na especialização dos profissionais da saúde é primordial pra o remediamento da situação. Diante dos fatos apresentados, sociedade, autistas e profissionais serão beneficiados com especialização.
Portanto, é preciso que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil, urge que o Estado crie financiamentos para as escolas contratarem professores capacitados e inivestir em cursos especializantes aos profissionais da saúde, por meio de investimentos privados e públicos. Ademais, o investimento em profissionais deve ser anunciado aos interessados por intermédio de seus respectivos sindicatos, ao decidir ingressar no curso, o Estado deve pagar as mensalidades para a instituição credenciada e por fim, ocorrerá a formação de vários qualificados. Somente assim, a sociedade não irá mais precisar habituar-se à essas problemáticas.