Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 19/10/2021
De acordo com a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA), os indivíduos que sofrem desta condição, tem o direito à educação e à proteção social. Porém, esta proposta não é bem executada, já que muitas dessas pessoas, principalmente crianças, não conseguem estudar pela fata de preparo profissional e institucional das escolas. Além disso, existe um preconceito contra autistas, uma vez que a carência de informações sobre TEA, possibilita a disseminação de ideias erronias e criando assim, uma certa ignorância em relação aos deficientes.
Primeiramente, vale ressaltar que o autismo provoca atrasos no desenvolvimento da pessoa, desde sua relação social até sua linguagem. Ou seja, para crianças e adolescentes com um grau mais avançado da doença, é muito difícil se comunicar e assim, estudar. É notável, que quando um deficiente autista é posto em uma escola, muitas dessas não tem preparos fundamental de aprendizagem para portá-lo. Pessoas nessas condições precisam de uma atenção redobrada, na qual é muita da vezes deprezada, já que professores não sabem lidar com este problema, uma vez que nunca foram preparados para uma situação tão delicada.
Em segundo lugar, o TEA é uma doença descoberta recentemente, visto que, de acordo com dados da Universidade Paulista (USP), foi incluída na Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde (OMS), somente em 1993. Por conta deste fator, a falta de informação sobre o assunto e os sintomas adquiridos pelos autistas, uma parte da população brasileira acaba por julgar e deprezar esses deficientes. Umas das principais características do distúrbio é a dificuldade, incapacidade ou desinteresse de interação social e, por conta disto, é visto como alguém quieto ou estranho, levando assim,à sua exclusão. Porém, isto o autismo é uma doença mental e deve ser tratada como tal.
Infere-se, portanto, a necessidade de mitigação em prol da inclusão social de autistas no Brasil. É obrigação do Estado, por meio do Ministério da Educação, distribuir verbas nas capitais e municípios para a contratação e qualificação de professores com palestras e treinamento sobre como proceder com alunos com este transtorno. Além disso, o Minstério da Saúde, por meio de mídias sociais, deve promover campanhas de informação desta doença, a fim de minimizar o preconceito existente e incluir os autistas no âmbito social.