Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 12/01/2022

De acordo com a Constituição federal brasileira de 1988, “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo se aos brasileiros e estrangeiros regentes do País a igualdade”. Mas, na prática, notaremos o deficit relacionado a inclusão de pessoas com autismo no Brasil.

Em primeira análise, a sociedade vê o autista como alguém incapaz, e o acaba excluindo de atividades sociais. Isso acaba sendo um pensamento equivoco, sendo que na maioria dos casos quem tem esse problema, possui dificuldade na comunicação. Na série americana “The Good Doctor” conseguimos ver a ocorrência dessa discriminação, pois conta a história de um médico autista que busca provar que é tão intelectualmente capaz quanto os médicos considerados ‘’normais’’. Ao longo da trama, ele prova-se mais capacitado do que todos os médicos que o subjugaram, apesar de sua comunicação debilitada.

Além disso, uma outra causa da exclusão social sofrida pelo indivíduo autista apresenta-se no fato de a população não saber lidar com quem sofre dessa síndrome; afinal, é comum agir com ignorância diante daquilo que não se tem conhecimento. Isso fica evidente, por exemplo, nas escolas que não abordaram o tema autismo com as crianças e estas, por falta de instrução, evitam contato com os colegas que têm essa síndrome por não saberem como agir. Notamos tamanha importância do problema quando os números de pessoas com autismo são maiores que de pessoas com AIDS, câncer e diabetes e os números de campanhas beneficentes são muito maiores que a de pessoas com autismo.

Diante do problema, ele não deveria ser ignorado tamanha a proporção tomada. Deve ser tomado como ponto de resolução do problema as escolas, pois é onde se encontra a raiz do problema por conta da falta de instrução, usando os professores como mentores de conscientização de seus alunos por meio de trabalhos curriculares. Obtendo o discernimento do problema ele não se disseminara para o futuro.