Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 17/11/2021
A Constituição Federal 1988 define que todos “são iguais são perante a lei”. Entretanto, há uma lacuna na garantia de inclusão de pessoas com autismo no Brasil, que possuem grande dificuldade de inserção na educação e no mercado de trabalho. Nesse conexto, percebe-se a configuração de um problema que se enraíza na lacuna educacional e falta de representatividade.
Nesse cenário, em primeiro plano, é preciso atentar para a falha educacional presente no problema. Segundo Durkheim, o papel da educação é formar um cidadão que se torne parte do coletivo. Porém, tal papel tem sido falho na inclusão dos autistas nas escolas, visto que a maioria dos profissionais da educação não tem formação para lidar com este tipo de situação, não sabendo lidar com o coletivo. Assim, é urgente que a educação cumpra sua função e contribua com o coletivo.
Além disso, é fundamental salientar que a lacuna representativa é propulsora do tema. Para Clarice Lispector, “não basta existir, é preciso pertencer”. Entretanto, a sensação de pertencimento não ocorre como deveria com pessoas autistas, visto que tanto no mercado de trabalho quanto em escolas são excluídas por serem consideradas “diferentes” das demais, podendo até impedi-las de frequentar lugares por medo de não serem aceitas. Dessa forma, sem atuar sobre o aspecto que a autora levantou, é improvável dissolver o problema.
Portanto, faz-se necessária uma intervenção. Para isso, o Governo Federal deve investir por meio de verbas públicas em cursos profissionalizantes para professores com o ojetivo de aprender a lidar com pessoas autistas nas salas de aula, a fim de facilitar a convivência do coletivo nas escolas. Tal ação pode, ainda, contar com palestras conscientizadoras para os alunos. Paralelamente, é preciso intervir sobre a falta de representatividade presente no problema, popularizando por meio de redes sociais filmes e séries onde os protagonistas são autistas.