Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 04/11/2021
Após a virada do milênio e a entrada no novo século, ascendeu na sociedade a busca pela incorporação das alteridades. Nesse contexto, salienta-se os desafios para a inclusão dos autistas no Brasil. Certamente, essa problemática é limitada devido à má iniciativa estatal na conscientização dos cidadãos e pela baixa infraestrutura social voltada às peculiaridades deste grupo. Assim, é urgente a resolução de tal condição.
Em primeira análise, destaca-se a inconsciência popular no trato com os portadores de doenças genéticas. Segundo dados da Folha de São Paulo, três quartos dos autistas do país sofrem com algum tipo de discriminação, porém, metade desses casos ocorrem por desconhecimento dos infratores a respeito da condição da vítima. Indubitavelmente, nesse ponto, salienta-se a fraqueza das políticas estatais em trazer ao debate civil informações acerca das especificidades dos autistas de modo a diminuir a segregação social, visto que, conforme dados da mesma fonte supracitada, a familiaridade com o diferente reduz a visão segregacionista.
Em segunda análise, ressalta-se a falta de preparação estrutural do país na lida com os portadores de autismo. Consoante ao filósofo Jacques Derrida: “Uma sociedade plenamente justa engloba todos os seus cidadãos”. Absolutamente, no Brasil, esse fato não é visível, visto que, segundo análise do O Globo, setenta por cento dos prédios e sites governamentais não possuem ferramentas acessíveis aos autistas. Diante disso, torna-se evidente que a discriminação está enraizada no status quo.
Destarte, é mister a resolução de tal problemática. Para isso, urge ao Ministério da Comunicação, por meio de verbas federais, a criação de campanhas publicitárias, em linguagem acessível a todos os públicos, que objetivem a conscientização popular e a aceitação dos portadores de autismo na sociedade. Vale dizer que essas campanhas devem ser veiculadas em todas as plataformas midiáticas. Sendo assim, com o passar dos anos, as novas gerações serão receptivas a esse grupo social e os mecanismos da comunidade nacional se tornarão mais acessíveis.