Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 10/11/2021

“Cidadão de Papel”, teoria elaborada por Gilberto Dimenstein, aborda a ineficácia na aplicação de direitos de todos os cidadãos garantidos pela Contituição Federal. Tal pensamento demonstra a realidade brasileira com os obstáculos em inserir pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na comunidade. Nesse sentido, é válido ressaltar a falta de acesso de acompanhamento personalizado nas escolas e preconceito praticado pela sociedade.

A partir disso, é inegável a necessidade de orientação diferenciada e individualizada para autistas em colégios. Nessa perspectiva, segundo o educador Paulo Freire, “se a educação sozinha não tranforma a sociedade, sem ela, tampouco muda”. De igual maneira, tendo em vista o papel de um tutor no processo de aprendizagem, faz-se essencial, para a criança na escola regular, uma metodologia proveitosa e única em relação a cada caso. Dessa maneira, os indivíduos que não possuírem acesso exclusivo serão prejudicados no futuro.

Ademais, é extremamente relevante mencionar a falta de conscientização geradora de preconceito sobre o assunto. Nesse cenário, 2 de Abril é o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Sob tal ótica, a data foi criada com o intuito de esclarecer e informar à todos, porém o respeito deve executar o ano inteiro. Por conseguinte, a discriminação é barreira na vida do autista, deve-se ao fato da desinformação de que pessoas com autismo se reduzem ao seu quadro. Desse modo, a inclusão social desse grupo torna-se mais difícil.

Portanto, urge cada vez mais a necessidade de mudanças na introdução de autistas no corpo social. Para que isso ocorra, cabe às escolas possuírem tutores, a fim de conduzirem e auxiliarem crianças que apresentam TEA em todo o seu período escolar, pois a inclusão na sociedade inicia na escola. Outrossim, o MEC deve promover nas escolas conteúdos, por intermédio de palestras, com o objetivo de formar alunos em homens sem preconceitos e com conhecimento. Somente assim, o ser humano terá seus direitos na prática e não será Cidadão de Papel.