Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 12/11/2021

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a pessoas que apresentam autismo são isoladas e até mesmo excluidas da sociedade brasileira, apresentado-se como uma barreira, que dificulta a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto descasso do governo com a população Transtorno do Espectro Autista (TEA) quanto a prática do preconceito enraizado na cultura da população brasileira. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Diante desse cenário, é fulcral pontuar que a exclusão de pessoas que apresentam o espectro de autismo deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, onde o isolamento social traz como resultado agravamento das dificuldades de comunicação por parte da vítima e alguns casos segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) a perda de empátia e graves casos de depressão. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar que a prática do preconceito contra autista como promotor do problema. De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), cerca de 90% da crianças e adolescente com autismo sofreram algum tipo de insulto ou violência física ou psicológica isso se deve a estruturação do preconceito dentro da sociedade brasileira. Partindo desse pressuposto, observa-se que tal grupo sofrem a atuação de inumeras barreiras para sua integração na sociedade. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o preconceito contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Portanto, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar o isolamento de pessoas com espectro de Autismo, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério De Saúde e Ministério da educação, que será revertido na educação da população brasileira, através de propagadas, Palestras e Rodas de conversas que devem ser ofertadas gratuitamente, afim de atingir toda a população brasileira.  Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do isolamento social, e a coletividade alcançará a Utopia de More.