Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 18/11/2021
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas sociais. Nesse sentido, distante da ficção apresentada, a realidade brasileira encontra-se contrária ao que prega o autor Thomas, ao se discutir sobre os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil, a qual evidencia uma problemática social. Sendo, portanto, indispensável discutir sobre a carência de infraestruturas escolares no acompanhamento de pessoas com audismo, bem como sobre a falta debates sociais com temas voltados para o cuidado e desenvolvimento de tais indivíduos na sociedade.
Convém ressaltar, a princípio, que a ausência de infraestruturas nas escolas brasileira dificulta a inclusão e acompanhamento dos autistas. À luz dessa questão, é coerente citar a Constituição Federal de 1988, o qual reponsabiliza o dever do Estado em assegurar uma educação de qualidade a todos cidadãos sem qualquer distinção. Nessa perspectiva, na sociedade brasileira, esse direito constitucional não se aplica efetivamente na sociedade, uma vez que, somente quinze porcento das escolas brasileira tem infraestrutura adequada para o pleno acompanhamento e desenvolvimento das pessoas com audismo. Desse modo, tal cenário impossibilita que direitos cidadãos sejem posto em prática, necessidando dessa forma, medidas que vissem a inclusão desses indivíduos no ensino brasileiro.
Outrossim, a falta de debates sociais com temas voltados para o cuidado e desenvolvimento social contribui para uma sociedade que desconhece a realidade dos autistas. Nessa lógica, em uma de suas edições a revista Sociologias, trabalha o argumento social sobre a carência que a sociedade brasileira tem em promover debates sobre problemas sociais, o qual é incentivado pela má gestão governamental. Diante desse realidade, tal cenário contribui para uma sociedade sem o devido entendimento dos problemas social, acarretando dessa forma, a carência de modos que podem ser aplicados para o cuidado adequado e desenvolvimento dos indivíduos acometidos com autismo.
Depreende-se, portanto, que medidas pragmáticas são essenciais para reverter tal problema na sociedade. Destarte, urge que o Ministério da Educação (MEC) crie, por meio de verbas governamentais, projetos financeiros para as escolas públicas, que assim possam, implementar infraestruturas capazes de atender os cidadãos com autismo, com intuito que esses indivíduos tenham assegurado o seu pleno desenvolvimento. Cabe, também, ao Ministério da Cidadania, um dos orgãos responsáveis pela desenvolvimento socieal, criar, juntamente com agentes públicos, campanhas de conscientização, com temas voltados sobre como a sociedade deve interagir com os cidadãos que tenham autismo, a fim que essa prática venha contribuir no desenvolvimento social desses indivíduos.