Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 19/11/2021

Há milhões de anos, na cidade de Esparta localizada na Grécia Antiga, crianças que tivessem qualquer tipo de deficiência física ou mental, era mortas, pois para os espartanos, elas eram um “castigo divino”. Na atualidade, felizmente, a realidade é diferente, entretanto, pessoas com autismo ainda enfrentam inúmeros desafios para sua inclusão na sociedade, como: o preconceito e a omissão governamental.

Assim, pessoas com essa deficiência passam por várias dificuldades ao longo de sua vida, a maioria relacionados ao preconceito. Na idade média, pessoas com essa síndrome eram submetidas ao trabalho de bobo da corte, ou seja, eram vistas como uma forma de entretenimento para os reis, um “trabalho” extremamente maldoso. Cabe citar, que apesar dos anos, visões como está ainda estão presentes, como em 2020, no qual o Ministro da Educação afirmou que “esse tipo de aluno, só atrapalha os outros”. É inadmissível que essas ideias perpetuem pela sociedade, ainda mais em pessoas de tanta influência.

Nesse cenário, é importante citar a ineficiência do Poder Judiciário, enquanto órgão responsável por assegurar a efetividade das leis. Pois, segundo a Constituição Federal de 1988, documento mais importante do país, prevê em seu artigo 6°, os direitos à saúde, educação, além do artigo 5° que prevê o direito à igualdade. Entretanto tais afirmativas não se reverberam na prática. Segundo John Locke, há uma quebra do “contrato social” já que o estado não cumpre com sua função de garantir esses direitos.

Portanto, garantir que pessoas autistas tenham acesso a seus direitos é fundamental, pois todos devem ser tratados com igualdade. Dessa maneira, cabe ao governo federal e seu financiamento ao Ministério da Educação, a incersão de uma nova matéria no curriculo escolar obrigatório das redes públicas de ensino, do nível básico ao médio que vise ensinar aos alunos questões como: igualdade, direitos e deveres, autismo e outras deficiências. Essa prosposta busca educar os alunos e garantir assim, que pensamentos preconceituosos e que gerem desigualdade sejam amenizados, além de dar “material” para que todos lutem por mudanças reais na sociedade, fora apenas do papel. Pois como dizia Maquiavel, uma mudança sempre deixa o caminho aberto para outras.