Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 02/12/2021

O Autismo - cujo nome técnico é Transtorno do Espectro do Autista (TEA)- é uma condição de saúde caracterizada, em suma, por déficit na comunicação social (verbal e não verbal) e comportamento (interesse restrito e movimentos repetitivos). Tal condição ainda é pouco assimilada pela sociedade brasileira, pela negligência governamental e paralelamente, por insciência e preconceito da população, dificultando a inclusão dos autistas na sociedade. Deve-se pontuar, de início, que a Constituição Federal tem como um dos objetivos fundamentais, a construção de uma sociedade livre, justa e solidária, e assegura o direito de lazer para todo cidadão. Porém, não é visto, de fato, a inclusão das pessoas com TEA, em eventos e projetos públicos para promoção desse direito, ocasionando a exclusão e a ‘invisibilidade’ desses indivíduos e suas famílias na vida em sociedade. Ademais, evidencia-se que a coletividade brasileira é estruturada por um modelo padrão de comportamento, tornando invisíveis ou excluídos socialmente, indivíduos que possuem comportamentos distintos. Corrobora ainda mais para isso, a falta de conhecimento sobre o TEA pela população, que reflete a indiferença estatal para a inclusão dessas pessoas em ambientes públicos e também pela falta de interesse e empatia pelo próximo. Segundo Aristóteles: “devemos tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na medida de sua desigualdade”, com base nisso, um exemplo do que poderia ser feito, pelos Ministérios da Cidadania e da Educação, seria a criação de programas de inclusão das pessoas com TEA em ambientes públicos, com estruturas e apoio profissional, como no Projeto Sessão Azul, de iniciativa privada, que elabora sessões de cinema, teatro e visitas em aquário adequadas para receber pessoas com TEA e assim possibilitando que a população aprendesse a conviver e a respeitar as suas diferenças.