Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 04/01/2022
O autismo se destaca pela presença de um comportamento severo e agressivo, comprometendo a linguagem, comunicação social e imaginação. Entretanto, a falta de informação por parte dos pais em relação aos sintomas e comportamentos deste transtorno acabam por retardar o diagnóstico. Com efeito, o transtorno é identificado somente na fase escolar, deparando então, com professores despreparados para esses alunos. Nesse sentido, os autistas adquirem uma educação excludente e desigual.
Cabe pontuar, que pais informados é o começo de um grande progresso na vida de uma criança autista, saber sobre o seu comprometimento na habilidade para o engajamento na interação social facilita muito na intervenção . Prova disso, vê-se no seriado “Atipical”, exibido pela Netflix, pais que buscam a ajuda de uma equipe multidisciplinar dando continuidade ao tratamento até a fase da adolescencia, para que o filho tenha uma vida mais normal possível.
O Estatuto da Pessoa com Defiência em seu Art.27 afirma que é dever do Estado garantir uma educação de qualidade, porém é possível notar a negligência na falta de capacitação dos professores para lidar com tal situação.
Diante dos fatos, torna-se necessário medidas para solucionar os problemas, o Estado deve investir na capacitação dos docentes através de cursos e palestras. Dessa forma, as barreiras serão eliminadas para a plena participação dos estudantes com autismo. Ademais, projetos devem ser implantados pelo Ministério da Saúde com finalidade de orientar os pais da importância do diagnóstico para a intervenção precoce. Só assim, promoveremos condições para uma educação de qualidade e inclusiva.