Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 27/01/2022

Na Série Atypical o protagonista Sam, um jovem no espectro autista, vai em busca de indepêndencia enfrentando inúmeros dilemas como a superproteção dos pais, a vida escolar, o primeiro emprego e a vida em sociedade. Fora da ficção, os desafios para incluir as pessoas com autismo no Brasil vão além dos vivenciados  por  sam, e persistem na realidade brasileira, não só pela ausência de fiscalização de medidas, mas também pela falta de debate sobre o assunto. Diante  desse  contexto,  é  necessário  que esses desafios sejam enfrentados para que uma sociedade integrada seja alcançada.

Em uma primeira análise, cabe ressaltar a ausência de fiscalização das medidas inclusivas existentes. Nas escolas brasileiras alunos que se encontram no espectro autista tem sua matrícula recusada, mesmo com a existência da lei que estabelece que autistas tem os mesmo diretos que outros deficientes, o que inclui o direito de frequentar escolas regulares. Essa conjuntura, de acordo com o filósofo contratualista Jonh Locke configura-se como uma violação do “Contrato Social”, uma vez que o Estado não cria as condições necessárias para efetivar suas medidas inclusivas, e assim falha no seu dever de garantir a essa parcela da população brasileira seus direitos fundamentais.

Ademais, cabe ressaltar a falta de debate como impulsionadora dos desafios experienciados pelos autistas brasileiros, principalmente no que se refere ao mercado de trabalho, onde pouquissímas vagas são destinadas à pessoas com deficiencias, vagas que também são raramente preechidas, pois muitos contratantes não tem conhecimento de como um deficiente no espectro autista pode contribuir para a empresa. Diante disso, percebe-se uma lacuna no que se refere ao debate em torno do tema, que tem sido silenciado. Assim sem diálogo sério e massivo sobre esse problema, sua resolução é impedida.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para a dissolução desses desafios. Para isso, é preciso que as escolas em parceria com empresas privadas, incentivem rodas de leitura e discussão no embiente escolar, a partir de obras literárias que abordem o espectro autista. Tais empresas podem fornecer livros e os próprios professores realizar o processo mediador, elaborando, posteriormente, exposições  e mostras culturais que divulguem à comunidade o trabalho realizado. Assim, haverá maior debate acerca do espectro autista. Desta forma, a população poderá ajudar o país a se adaptar as necessidades das pessoas com deficiencias.