Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 12/02/2022

A série norte-americana, “The Good Doctor” apresenta os desafios enfrentados pelo jovem médico cirurgião Shaw Murphy, tendo em vista conter o Transtorno de Espectro Autista, transpõe de estereótipos diante sua condição neurológica. De maneira análoga a isso, a exclusão de pessoas com autismo na sociedade brasileira é cada vez mais frequente. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: O desconhecimento popular e o estigma da cultura capacitista.

Em primeira análise, evidencia-se ainda no século XXI a desinformação em massa mediante a temática do autismo e suas especificidades, favorecendo assim os estereótipos que ampliam a linguagem de preconceito na sociedade vigente. Sob essa ótica, segundo o filósofo Voltaire, “Preconceito é opinião sem conhecimento”. Dessa forma, é explícito os atos de intolerância, rejeição e exclusão em total parametro em que esses grupos estão inseridos socialmente, salientando a falta de conscientização da nação brasileira.

Outrossim, é notória a persistência da cultura capacitista no Brasil, ocorrendo a segregação juntamente ao bullying, inibindo na prática a inserção dos direitos à saúde, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e a devida educação de qualidade procedentes a legislação do Estatuto da Criança e do Adolescente. Desse modo, de acordo ao educador Paulo Freire, “A inclusão acontece quando se aprende com as diferenças e não com as igualdades”. Nessa perspectiva, é correto destacar a educação básica, tal que, suprime em influenciar o indivíduo a conviver com as diferenças, refutando os educandos o conhecimento de inclusão a ser exercida em âmbito escolar e social.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham radicar a inclusão de pessoas com autismo no Brasil. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Educação promover palestras e campanhas obrigatórias em instituições escolares, em conjunto com, institutos psicopedagógicos com objetivo de orientar aos alunos e familiares sobre a inclusão dos autistas. Ademais, o governo deve implementar nas mídias sociais em discursos progressistas as instruções em prol da inclusão do autismo. Somente assim, exterminar ações preconceituosas equivalente ao cotidiano do personagem Shaw Murphy.