Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 16/02/2022

A lei de cotas para PCDs estabelece que empresas com 100 ou mais funcionários devem preencher seu quadro de colaboradores com 2% a 5% de pessoas com deficiência. Por mais que autistas estejam incluídos nessa obrigatoriedade, as empresas preferem optar por deficiências mais “leves”, como, por exemplo, membros amputados ou visão e audição parciais. Por isso, para que haja real inserção de autistas na sociedade, essa lei precisa ser aprimorada.

Neste sentido, deveria-se conceder incentivos fiscais para empresas que contratassem autistas. Em concordância, o político e empresário Romeu Zema, em entrevista, mencionou em uma entrevista que incentivos fiscais para empresas que contratassem PCDs seria algo bem recebido pelos empresários brasileiros.

Por outro lado, para que a implementação desses incentivos seja eficaz, seria necessário o diagnóstico corretos de pessoas com espectro autista e sabe-se que essa tarefa é desafiadora. Embora estima-se que 1% da população brasileira tenha autismo, o diagnóstico dessa síndrome é impreciso e não pode ser detectado por exames genéticos. Como solução, o ex-senador Flávio Arns, propõe a implementação de várias políticas de saúde para o tratamento e diagnóstico do autismo.

Em síntese, o problema da inclusão de autistas pode ser atenuado caso o poder legislativo tipifique a lei de cotas para PCDs de forma a conceder incentivos fiscais para as empresas que tenham autistas no seu quadro de funcionários. Dessa forma, pessoas com essa síndrome teriam preferência nas contratações em comparação com outras portando deficiências mais “leves”.