Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 15/03/2022
A Constituição Federal de 1988 é a lei básica brasileira que busca garantir a integridade dos seres vivos e do ambiente em que estão inseridos. No entanto, essa legislação não tem sido suficiente no que se refere à inclusão de pessoas com autismo, uma vez que o problema continua atuando fortemente no contexto atual. Desse modo, a lei sendo enfraquecida, dificulta-se a resolução desse impasse. Nesse viés, torna-se crucial analisar as causas desse revés, dentre as quais se destacam a negligência governamental e a intolerância.
A princípio, é necessário notar que a omissão do Estado potencializa os desafios dessa inserção. Esse contexto de inoperância das esferas de poder exemplifica a teoria das Instituições Zumbis, do sociólogo Zygmunt Bauman, que as descreve como presentes na sociedade, todavia, sem cumprirem sua função social com eficácia. Sob essa ótica, devido à baixa atuação das autoridades, o fato de autismo ser mais comum em crianças do que câncer e aids é quase desconhecida. Nessa perspectiva, para a refutação da teoria do estudioso polonês a mudança dessa realidade, faz-se imprescindível uma intervenção estatal.
Ademais, é igualmente preciso apontar a intolerância como outro fator que contribui para a manutenção da situação que essas pessoas se encontram. Posto isso, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU) existem mais de 70 milhões de pessoas com autismo. Diante de tal exposto, se torna alarmante esses números se levarmos em considerações as pessoas que vivem com a síndrome, no entanto, sem ter conhecimento dela ou a opressão de não ser levado a sério. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a persistir.
Portanto, são necessárias medidas capazes de diminuir a falta de informações que os incluam. Por isto, a fim de aumentar a disseminação de informações livres de intolerância, é preciso que o Governo junto à Mídia, por intermédio das redes sociais levem esse conhecimento e investimentos na área da saúde para melhores diagnósticos médicos. Espera-se, assim, que a lei básica garantida não esteja apenas no papel.