Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 11/05/2022

Na série televisiva “The Good Doctor”, é retratada a história do Dr. Shaun Murphy, um médico autista e as dificuldades e preconceitos que tem de enfrentar. Assim como na obra cinematrográfica abordada, essa é a realidade vivida por muitos brasileiros com TEA (Transtorno do espectro autista). Nesse sentido, é preciso analisar dois pontos: a ineficácia estatal e a falta de preparo das escolas.

Inicialmente, é necessário entender que o Estado deveria ser um intrumento para inserir essas pessoas na sociedade. Entretanto, como afirma Gilberto Dimenstein em seu livro “O cidadão de papel”, os direitos dos brasileiros é somente assegurado na Constituição e não na prática. O mesmo acontece com a população autista que deveria ser beneficiada com assistência de saúde e inserção na sociedade e, além disso, que sejam feitas campanhas que conscientizem a população sobre o autismo a fim de diminuir o preconceito. Porém, fica claro que nem mesmo o principio júrico foi capaz de garantir o combate ao preconceito ao autismo.

Além disso, é igualmente necessário criticar a forma como as diferenças individuais são tratadas no ambiente escolar. Segundo Paulo Freire o ambiente escolar não deveria apenas ser um ambiente para o aprendizado técnico-científico e também para desenvolver habilidades socioemocionais. Nesse ponto de vista, fica evidente que as instituições “prendem-se” apenas no conteúdo dos livros e pouco traz pautas de inclusão, respeito, empatia.

Portanto, para mitigar essa problemática, o Ministério da Educação deve criar em parceria com as escolas um projeto com palestras em todas as escolas do Brasil, por meio de psicólogos e professores que mostrem a necessidade da inclusão dos autistas em todos âmbitos e como isso melhora todo ambiente escolar, a fim de conscientizar os jovens e deixar com que o preconceito fique só nas séries televisivas.