Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 18/04/2022
Na série norte-americana ‘‘The Good Doctor’’ é retratada a históia de um médico autista que apesar de ser muito inteligente e dedicado enfrenta vários desafios em ser aceito pelo hospital. Fora da ficção, a situação relatada não se destoa da reali-
dade brasileira, visto que muitas pessoas com autismo no Brasil não são devida- mente incluidas. Sob essa óptica, é evidente que esse entrave está vinculado, não só a falta de conhecimento, mas também à negligência governamental.
Diante desse cenário, é indubitável que a ausência de informação contribui para a manutenção dos ostáculos à inclusão.Nesse contexto, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de um indivíduo determina seu entendi- mento a respeito do mundo. Assim, sem instruções sobre o transtorno do espectro autista, a visão brasleira será limitada, de modo que essa imcompreensão ocasione estigmatizações e a inclusão seja dificultada. Dessa forma, não é razoável que - em- bora almeje ser nação desenvolvida - o Brasil mantenha problemas para acrescen- tar o autista.
Além disso, a omissão do governo também colabora para dificuldade em inserir pessoas com autismo na população brasiliense. Nesse sentido, o filósofo John Locke - conhecido como pai do liberalismo político - acreditava que o Estado era responsável pelo bem-estar social coletivo. No entanto, o governo brasileiro se mostra ineficiente em garantir o proposto por Locke no que tange à inclusão dos autistas, já que o Estado não oferece ferramentas necessárias para o autista, seja nas escolas, seja no mercado de trabalho. Desse modo, enquanto a negligência do Regime Político se mantiver, o Brasil será obrigado a conviver com um dos mais graves problemas: a falta de acessibilidade do autista.
Depreende-se, portanto, que tanto a insuficiênia de instrução, quanto um regime ausente são imapasses para a resolução desse problema. Logo, o Ministério da Saúde, juntamente com o Ministério da educação - órgão resposável pela promo- ção de ensino - deve organizar aulas e palestras, por intermédio de profissionais especilistas no transtorno espectro autista, com a finalidade de esclarecer formas para incluir o autista verdadeiramente. Espera-se, com essa medidas, que pessoas com autismo sejam mais aceitas pela sociedade.