Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 27/04/2022
A Constituição Federal de 1988 é chamada de cidadã por garantir diversos direitos às minorias sociais, inclusive, a proteção e educação das pessoas com autismo. Contudo, tal artigo não passa de palavras escritas em linhas mortas, uma vez que não é cumprido como dita a lei. À vista disso, é preciso analisar essa questão que é motivada pela educação precária na infância e pela pouca informação dada à sociedade.
Diante desse contexto, é importante destacar a falta de educação direcionada aos autistas. Sob essa ótica, segundo dados da Agência Brasil, apenas 10% das escolas brasileiras possuem um profissional adequado nas salas de aula para dar suporte a esses alunos. Dito isso, é evidente que sem uma adequada atenção já na infância, para tratar e ensinar o aluno de acordo com sua dificuldade, não haverá progresso no desenvolvimento psicomotor dele. Com isso, essa criança irá crescer e permanecerá com as mesmas dificuldades, e não será incluída no corpo social.
Ademais, vale ressaltar a pouca informação transmitida à sociedade. Desse modo, de acordo com informações do Ministério da Saúde, mais de 80% da população não sabe sequer um sintoma das pessoas com autismo. Posto isso, é notório que a sociedade desinformada não sabe como agir diante desses casos, e, por muitas vezes, torna-se preconceituosa, acreditando que o autista está se vitimizando. Dessa forma, é improvavél a socialização dele numa comunidade que não o entende, mas sim o ofende.
Urge, portanto, que o Estado tome ações afirmativas na inclusão das pessoas com autismo. Dessarte, o Ministério da Educação — órgão responsável por garantir a educação para todos — deve promover cursos de educação direcionados aos professores sobre como educar esse aluno e tornar obrigatório que cada escola tenha um profissional psicopedagogo, por meio de projeto de lei aprovado no Congresso Nacional, a fim de garantir o bom desenvolvimento psicomotor dos alunos autistas. Assim, com a educação e tratamento adequados, eles serão incluídos naturalmente ao corpo social, como garante a lei máxima que é a Carta Magna.