Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 17/05/2022

No filme “Homens de Honra”, baseado na história verídica de Carl Brasher, o pri-meiro mergulhador negro da marinha dos Estados Unidos, a obra retrata a luta de Basher contra o preconceito racial arraigado nas instituições legais norte-america-nas. Apesar disso, Carl consegue conquistar o respeito de todos por causa de sua coragem e determinação. Na atualidade, é evidente a persistência no Brasil de de-safios para a inclusão das minorias como no caso dos portadores do espectro au-tista. Isso se evidencia não só pela falta de acesso adequado á informação sobre os portadores dessa condição, mas também pela escassez de debates nas mídias tra-dicionais.

Sob esses viés, o desconhecimento sobre o autismo no país implica em preconcei- tos que levam a colocar os portadores de tal condição como indivíduos incapacita-dos. Isso se comprova pela persistência de preconceitos como, por exemplo, é co-mum ouvir que os autistas possuem um comportamento difícil e são incapacitados de ter uma vida normal, entretanto, é importante ressaltar que existem diversos graus de autismo. Ademais, essa condição não impossibilita o desenvolvimento das capacidades individuais, de acordo com matéria publicada no Globo Esporte, Lionel Messi, considerado o melhor jogador de futebol do mundo é autista. Mostra-se, assim, que a estigmatização dessa condição produz a escassez de elementos pri-mordiais para que eles possam ser devidamente incluídos.

Além disso, é raro encontrar nos programas televisivos discurssões sobre essa pa-tologia. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), em 2017, estima-se que mais de 70 milhões de pessoas possuam algum grau de autismo, números esses que contrastam com a falta de espaço nas midias tradicionais. Evidencia-se, então, que a carência de espaço para o debate sobre o autismo leva à irrealidade dissemi-nada sobre essa comunidade.

Portanto, o Ministério da Educação, incubido de difundir e elaborar estratégias para a educação da população brasileira, deve promover propragandas e programas sobre o autismo com a participação de portadores, por meio de parcerias com canais de TV e midias alternativas. Espera-se, com isso atenuar a desinformação que circula pelo senso comum e dar lugar de fala a esse grupo.