Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 26/05/2022

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do País, prevê, em seu artigo 6, o direito a educação, emprego como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa que, de acordo com a BBC mais de 30% das crianças com autismo no Brasil são negadas nas escolas ou não recebem o suporte que me- recem. dificultando, deste modo a universalização desses direitos sociais tão impo- tantes. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favore- cem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamen- tais para combater a discriminação de pessoas com autismo no Brasil. Sendo que, a exclusão já começa com os políticos. Recentemente o ex ministro da educação disse que crianças portadoras de autismo atrapalham a educação, atrapalham nas escolas. Muitos sofrem para conseguir um emprego por serem julgados que não são capazes mas, são sim. Ano passado um portador de autismo se formou em medicina quebrando vários tabus em relação a doença. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do contrato social, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos autistas desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação e emprego, o que infelizmente é evidente no País.

Ademais, é fundamental apontar o governo como impulsionador da exclusão de pessoas com autismo no Brasil. Segundo a BBC. Existe até uma série chamada The Good Doctor que retrata os problemas, preconceitos que essas pessoas sofrem, tendo como o personagem principal um excelente médico com autismo. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o governo, por intermédio de terapia ocupacional, inclusão nas escolas, nos empregos, a fim de acabar com a discriminação e melhorar a inclusão dessas pessoas. Assim, se consolidará uma sociedade mais justa e inclusa, onde o Estado desempenha corretamente seu contrato social, tal como afirma John Locke. Assim, tornar-se-á possível a construção de uma Pátria mais feliz.