Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 25/05/2022
São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. Porém, a questão dos desafios para a inclusão de pessoas com autismo contraria o ponto de vista do filósofo, uma vez que, no Brasil, esse grupo é vítima de discriminação constante. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude do não cumprimento da legislação e da falta de conhecimento sobre o tema.
Em primeira análise, o desrespeito às leis do país mostra-se como um dos desafios à resolução do problema. Nessa perspectiva, a Constituição Federal garante plenos direitos aos indivíduos portadores do autismo como a disponibilização de tratamentos nas redes públicas de saúde, atendimento especial nas instituições de ensino, inserção nos ambientes sociais, além de outras prerrogativas. Todavia, nota-se que poucas são as medidas do poder público para efetivar o que é previsto na Carta Magna brasileira, fazendo com que essas garantias tornem-se uma utopia no país. Com efeito, os seres que possuem a doença são marginalizados pela sociedade e pelo Estado, evidenciando a inabilidade do governo em cumprir a lei.
Outrossim, o pouco conhecimento acerca do tema ainda é um grande impasse para a resolução da problemática. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Dessa forma, a sociedade possuindo pouca compreensão sobre o debate torna a questão mais difícil de ser solucionada, uma vez que os indivíduos não sabem como atuar em prol dos sujeitos que possuem o transtorno. Logo, verifica-se que é preciso agir sobre a consciência social em relação à doença.
Destarte, o Ministério da Saúde carece, por intemédio da criação de uma pasta destinada ao autismo, fiscalizar se as prerrogativas da Constituição estão sendo estabelecidas no país. Ademais,o Ministério da Educação deve, por meio da mídia, produzir propagandas de cunho educativo acerca do autismo, elucidando possíveis dúvidas do corpo social sobre o transtorno. Assim sendo, a campanha tem de ser transmitida em horário nobre para atingir o maior número de pessoas. Desse jeito, o ato tem o objetivo de tornar a sociedade um agente promotor da inclusão.