Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 03/06/2022
No livro “Triste Fim de Policarpo Quaresma”, de Lima Barreto, é retratada a história de Policarpo, um homem que é menosprezado pelo seu círculo social por sua condição mental. Embora seja uma obra ficcional, é possível fazer um paralelo entre a trama e o hodierno cenário brasileiro, dado que considerável parcela dos autistas, é afetada com a falta de inclusão social. Diante desse cenário, a omissão estatal e a indiferença da sociedade emergem como pilares dessa problemática.
A princípio, é válido destacar a omissão governamental como peça-chave do problema, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam a ocorrência de segregação à inclusão de pessoas de espectro autista na sociedade. Posto isso, conforme afirmou o pensador grego Aristóteles, devemos tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na medida da sua desigualdade. No entanto, a máxima do intelectual destoa da realidade, fato que se materializa na supressão de auxílio à condição dos autistas por negligência do poder público, que restringe verbas quanto a programas de assistência à minorias. Logo, a displicência da máquina pública fere os princípios pontuados por Aristóteles e, ao mesmo tempo, inviabiliza o desenvolvimento desse grupo civil no tecido civil.
Ademais, torna-se crucial apontar a mediocrização por parte do corpo social acerca do assunto e o seu impacto para os indivíduos com autismo. Nesse sentido, de acordo com o filósofo prussiano Immanuel Kant, os indivíduos têm compromisso moral de agir conforme o “correto”, levando em consideração a existência do outro. No entanto, esse princípio, chamado de imperativo categórico, não é plenamente executado no Brasil,
Infere-se, portanto a necessidade de mitigar a problemática associada aos desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil. Para tanto, cabe ao Ministério da Economia, órgão executor das leis políticas fiscais do país,