Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 30/07/2022

Durante o regime nazista, na Alemanha, muitas pessoas com distúrbios neurológicos foram feitas de cobaias para experimentos e em seguida mortas com argumento de que elas eram incapazes de viver em sociedade. Apesar de passados anos, pessoas com autismo ainda hoje são tratados como inaptos e anormais, em virtude da falta de informação e do preconceito existente na sociedade. Logo, faz-se necessário discussões acerca da inclusão de pessoas com autismo no Brasil.

Nesse contexto, a série coreana, “A extraordinária Advogada Woo”, retrata a vida de uma advogada com TEA, Transtorno de Espectro Autista, que após se formar na melhor universidade do seu país, passa por dificuldades ao procurar um trabalho, e mesmo após conseguir, sofre por duvidarem de sua capacidade. Ao sair da ficção, nota-se que no Brasil, apesar da existência de leis que garantem a inclusão de pessoas com TEA, na prática, empresas e até mesmo instituições educacionais, não aceitam que eles estejam nesses espaços por não entender sobre o autismo, de suas características e seus graus. Assim, torna-se difícil a inserção desses indivíduos na sociedade.

Ademais, de acordo com o filósofo iluminista Voltaire, “Preconceito é opinião sem conhecimento”. Destarte, é evidente que, atualmente, a falta de debates sobre essa temática em escolas e mídias sociais faz com que parte dos brasileiros não tenham conhecimentos corretos sobre o autismo, e dessa forma cria-se estereótipos prejudiciais, além de comportamentos hostis por esses indivíduos devido ao preconceito que é causado pela ignorância.

Portanto, medidas devem ser tomadas para esse impasse. Posto isso, cabe ao Ministério da Educação promover a divulgação de informações verídicas sobre o autismo, em escolas e universidades, por meio de palestras e vídeos educativos, a fim de transmitir para a população a importância desse conhecimento. Além disso, o Ministério do Trabalho e Previdência, responsável pela pela política e diretrizes para a geração de emprego e renda, deve desenvolver em parceria com empresas, projetos de inserção de pessoas com TEA, através de cursos sobre os diversos tipos de transtornos, a fim de manter um ambiente de trabalho saudável a todos. Espera-se que, assim, os desafios da inclusão de pessoas com autismo sejam