Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 21/07/2022
Na série Estadunidense " Atypical!", lançada em 2017 e estrelada pelo ator Keir Gil-
christ, é retratado o personagem Sam, que possui um diagnóstico de autismo des-de os seus quatro anos, vivendo e fazendo atividades cotidianas como qualquer outro cidadão, ele frequenta a escola e possui um emprego em uma loja de eletrô-nicos. Fora da ficção, essa realidade não se encontra efetivada no Brasil, logo que os desafios de inclusão enfrentados por pessoas com autismo no Brasil são diver-sos, como a ausência de oportunidades, seja tanto no trabalho quanto na escola e também o preconceito estruturado sobre essas pessoas, que subestima a capaci-dade de pessoas no espectro autista de realizar qualquer atividade cotidiana e so-cial.
Dessa maneira, deve-se salientar, a falta de oportunidades para esses indivíduos no espectro autista como impulsionadora dessa problemática. Embora na série Atypical, o personagem Sam possua um emprego em uma loja de eletrônicos, essa ´perspectiva de inclusão não se reproduz para muitas pessoas com autismo no Brasil, já que a abertura de vagas de emprego para essa comunidade na sociedade brasileira é na maioria das vezes inexistente ou não possui uma estrutura e ambi-entes preparados para esses indivíduos.
Diante disso, outro fator problemático que interfere nessa situação é o preconcei-to estruturado sobre essas pessoas, visto que eles são subestimados em relação a sua capacidade de realizar qualquer atividade. Nesse sentido, muitos sujeitos com autismo são padronizados como seres insuficientes e incapazes. Contudo, na série abordada, percebe-se que esse pensamento está erroneamente padronizado e precisa ser desmistificado.
Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para resolver essa problemá-tica. Dessa forma, o Estado em parceria com a sociedade, deve investir na inclusão de pessoas com autismo, por meio da abertura de vagas no mercado de trabalho, mas que respeite as limitações desse ser, e também a sociedade como formadora de opinião, deve ratificar esse pensamento antagônico e preconceituoso sobre e-ssas pessoas no espectro autista, para que assim, eles possam desfrutar da mesma realidade observada e utilizada pelo o personagem Sam na série Atypical.