Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 19/07/2022

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, defende o direito ao atendimento médico e a igualdade social. No entanto, observa-se justamente o contrário no que tange aos desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil. Nesse contexto, torna-se evidentes como causas a incúria governamental e a falta de debates.

Em primeiro plano, é preciso atentar-se para a inércia estatal. De acordo com Jean Jacques Rousseau, o Estado responsabiliza-se por estabelecer condições básicas ao promover o bem-estar social. Contudo, a ideia do intelectual não se concretiza na realidade de nossa sociedade, visto a falta de iniciativas para a extinção dos desafios da inclusão de pessoas autistas no Brasil, o que fomenta o aparecimento de graves situações aos portadores dessa síndrome - a exemplo da falta de acompanhamento médico de qualidade, privando-os de medicamentos adequados, o que pode causar prejuízos sociais, emocionais e cognitivos.

Além disso, é necessário que o debate sobre o tema ocorra. Conforme o pensador Jurgen Habermas, a razão comunicativa - ou seja, o diálogo - constitui uma etapa fundamental do desenvolvimento social. Nesse ínterim, a falta de estímulos aos debates a respeito do autismo, todavia, coíbe o poder transformador da deliberação e ocasiona a consolidação de preconceitos acerca dos portadores do autismo, que, muita das vezes é tratado com discriminação po conta das limitações sociais e cognitivas. Dessa forma, tais preconceitos só serão desmistificados quando o debate sobre o tema for uma prioridade na sociedade brasileira.

Portanto, é evidente que tais entraves precisam ser solucionados. Para isso, o Ministério da Saúde, órgão que executa as políticas sanitárias do país, deve promover políticas públicas com o intuito de extinguir os desafios da inclusão dos autistas. Tais políticas públicas podem ocorrer por meio da criação de postos de apoio à pessoa autista, com atendimento de profissionais da saúde, a fim de oferecer suporte aos portadores dessa síndrome. Além disso, a sociedade deve agir por meio da promoção de debates em prol da inclusão da pessoa autisma, com a finalidade de superar esse preconceito.