Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 20/07/2022

Segundo dados pesquisados pelo Center of Diseases Control and Prevention (CDC), dos Estados Unidos, em 2018, a proporção entre as crianças é de que uma a cada 44 possui o Transtorno do Espectro Autista (TEA), o que resulta em dois milhões de brasileiros. No entanto, o número não é preciso, pois muitos não têm o fácil acesso a um diagnóstico e, consequentemente, a falta de informações gera uma dificuldade na inclusão dos autistas no Brasil.

Em primeiro lugar, é necessário expor o impasse na hora do diagnóstico. O TEA é um transtorno que apresenta sinais logo na infância. Porém, é comum, infelizmente, a detecção tardia em razão da falta de preparo nos hospitais públicos e privados do atendimento a essas pessoas. Em 2021, foi registrado um caso na Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara no qual representantes de indivíduos com o transtorno denunciavam o despreparo do Sistema Único de Saúde (SUS) no atendimento.

Paralelamente, com a inexistência ou o atraso de um diagnóstico, as informações sobre o autismo torna-se escassa e os outros órgãos da sociedade, como a escola, acabam saindo prejudicados por não apresentarem soluções para incluir esses indivíduos, oferecendo um péssimo acolhimento e indo contra o Art. 27 da Lei 13.146/15, a qual garante a inclusão da pessoa com deficiência em todos os níveis e aprendizado ao longo da vida.

Sendo assim, é válido apresentar uma intervenção nesse problema, visando superar esses desafios. Assim, é imprescindível que o Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação, promova palestras de conscientização sobre o autismo e a importância de um rápido diagnóstico, a fim de criar um impacto maior na sociedade sobre o TEA. Essa ação deve ser feita nos hospitais, centros de saúde e nas escolas, já em busca de alertar sobre a necessidade de inclusão e como o processo precisa ser realizado.