Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 23/07/2022
No livro “Holocausto Brasileiro” são descritos relatos de várias violações dos direitos humanos contra pessoas com transtornos mentais, incluindo autistas, pois devido a falta de informações acerca dessa síndrome, esses indivíduos foram submetidos à tratamento degradante. Não obstante aos fato narrados no livro, esses indivíduos ainda enfrentam muitos desafios no engajamento social no Brasil, que tem como causas a falta de assistência personalizada à saúde e uma educação precária ofertada a essa parcela.
Primordialmente, as dificuldades encontradas para encontrar um tratamento personalizado para pessoas que sofrem do Transtorno do Espectro Autista (TEA) começam logo na obtenção do laudo médico, pois esse é crucial para se iniciar o tratamento precoce. Entretanto, seja pela carência de profissionais especializados na área, seja por um sistema precário de saúde pública, ou ainda, pela ignorância dos pais e responsáveis acerca da doença, fica cada vez mais impossível prosseguir com um tratamento adequado, sendo essa uma violação a um direito constitucional, que é a saúde.
Ademais, o sistema educacional brasileiro por si só já é deficiente, pois segundo a Unesco, o país já ocupa uma das piores classificações em educação, o que para pessoas que não sofrem nenhum tipo de transtorno mental, para os autistas é algo ainda pior, uma outra violação do direito constitucional, que é o direito a educação, porque o aparelho estatal ainda não possui profissionais capacitados em quantidade necessária para lidarem com esse embróglio, o que vai de encontro ao pensamento do patrono da educação, Paulo Freire, que defende ser a educação crucial para o desenvolvimento pleno e formação do cidadão consciente de seus direitos.
O ministério da educação deve, portanto, fomentar a formação de profissionais para atuarem nesse setor, ademais, o ministério da saúde, por meio do SUS e secretarias municipais de saúde, devem fornecer medicamentos e atendimentos personalizados com profissionais especializados - psiquiatras, psicólogos, fonoaudiólogos e outros - gratuitamente, a depender da necessidade de cada caso. Para que assim essa parcela tenha acesso seus direitos sociais efetivados.