Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 27/07/2022
São Tómas de Aquino defendeu que todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma impotância. Porém, a questão da inclusão de pessoas com autismo, contraria o ponto de vista do filósofo, uma vez que, no Brasil, esse grupo é vítima de discriminação constante. Desse modo, cabe destacar as principais causas desse empecilho: a maldade humana e o silenciamento.
Diante desse cénario, é de alta relevância pontuar que a maldade humana influencia fortemente a questão. A esse respeito, Hannah Arendt- expoente filósofa Alemã- desenvolveu o conceito de banalidade do mal, segundo o qual a população comete atitudes hostis sem percebe-las. Nessa perspectiva, os autistas brasileiros são afetados pela hostilidade denunciada por Arendt, na medida em que a inclusão é uma prática presente em vários ambientes. Essa mazela simboliza a crueldade humana em suas faces mais perversas. Assim, enquanto a maldade for a regra, o combate contra os desafios será a exceção.
Ademais, o silenciamento atua como elemento catalisador. Acerca disso, a filósofa Djamila Ribeiro explica que é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Em contrassenso ao pensamendo da estudiosa, as pessoas com autismo são tratadas como se fossem invisíveis, e a sua situação de vulnerabilidade não é notáda pelos brasileiros. Com isso, o tema é visto como algo supérfluo, demorando, assim, de ser combatido. Logo, é incoerente que o silenciamento esteja presente.
É preciso, portanto superar gênese dos desafios. Para tanto, a mídia de massa deve criar um programa, por meio de entrevistas com especialistas no assunto, a fim de atualizar a mentalidade social sobre a inclusão de pessoas autistas. Tal ação pode ,ainda, ser divulgado por grandes perfis do Instagram para atingir mais pessoas. Paralelamente, é preciso intervir sobre o silenciamento presente no problema. Dessa forma, é possível construir um país no qual São Tómas pudesse se orgulhar.