Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 11/08/2022

A série norte-americana “Atypical”, que tem como personagem principal Sam, um garoto portador do Transtorno de Espectro Autista, mostra como ele e sua família vivem diante de suas limitações. Em nossa realidade, a desinformação e o diagnóstico tardio geram um grande problema na inclusão dos autistas na sociedade.

Primeiramente, a desinformação da população perante esse transtorno leva as pessoas a estereotiparem e temerem essa condição. Por conta do desconhecimento, a inclusão dos autistas nos mais diversos âmbitos sociais é dificultada, fazendo-os viver em uma preocupante situação de exclusão. De acordo com dados da USP, somente em 1993 a síndrome foi adicionada à Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde, provando, desta forma, o quanto ela foi desprezada e quão pouco ela é conhecida.

Além da desinformação, o diagnóstico impreciso e tardio pode afetar a qualidade de vida do portador de TEA. De acordo com a FPDA (Federação Portuguesa de Autismo) quanto mais rápido for feito o diagnóstico, maiores as chances dessas pessoas receberem os tratamentos adequados, envolvendo uma equipa multi e interdisciplinar, e desenvolverem habilidades sociais e cognitivas da melhor maneira.

Sendo assim, para que haja uma melhor inclusão dos portadores do Transtorno de Espectro Autista na sociedade brasileira, o governo federal pode fazer investimento financeiro em pesquisas na área, desenvolvendo diagnósticos mais precisos e melhores tratamentos; além disso podem ser incentivadas campanhas de conscientização em postos de saúde e nas redes sociais, com o objetivo de informar a população, quebrando estereótipos e diminuindo o preconceito.