Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 03/10/2022
No filme “Extraordinário”, inspirado no livro de R. J. Palacio, o protagonista Auggie, de dez anos, enfrenta dificuldades para se integrar ao ambiente escolar devido as deformações em seu rosto. A realidade diante desse personagem também está presente na vida das pessoas com autismo, que enfrentam desafios para serem inseridas na sociedade brasileira. Diante disso, é preciso discutir os principais obstáculos relacionados à inclusão dos autistas, que são o preconceito ligado ao transtorno e a falta de políticas públicas em favor desses cidadãos.
Primeiramente, discute-se que na série “The good doctor” protagonizada por Freddie Highmore, o protagonista é autista e tem que estar o tempo todo provando que é capaz de exercer sua profissão. Esse cenário é fruto do preconceito contra pessoas portadoras de autismo, que infelizmente também está presente no dia a dia dos brasileiros e dificulta ainda mais o avanço da inclusão dessa parcela da população na sociedade, pois asestigmatiza como incapazes.
Ainda, é válido ressaltar que o direito das pessoas autistas só foi reconhecido em 2012, com a instituição da Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Autismo. Essa visão tardia do governo para a população autista é prova de que os governantes não se interessam em elaborar e por em prática políticas públicas que favoreçam a inclusão plena desses cidadãos na vida social, embora sejam necessárias e indispensáveis para a manuntenção de uma sociedade mais justa.
Portanto, conclui-se que a inclusão das pessoas com autismo no país é necessária para a construção de uma nação justa e saudável. Para garantir essa realidade, é necessário que o Poder Legislativo, por meio de manifestação dos parlamentares, aprove leis de combate ao preconceito contra os autistas, e elabore projetos que reconheçam os direitos dos portadores do transtorno, através de abordagem da pauta no Congresso, para que exista uma sociedade promotora da igualdade e para o bem-estar das pessoas que convivem com o transtorno.