Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 14/08/2022

Na sociedade distópica retratada no clássico da literatura mundial “a revolução dos bichos”, de George Orwell, os animais iletrados eram excluidos da participação popular. Todavia, narrativas repugnantes como a de Orwell, são comuns fora da ficção e representam na prática um dos mais graves problemas: os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil. Esse panorama nefasto suscita ações mais efetivas tanto do poder nacional quanto da estrutura social.

Sob uma primeira análise, a inoperância governamental inviabiliza a inclusão de autistas na realidade brasileira. De acordo com o filósofo grego aristóteles, a política é a ciência que objetiva a felicidade coletiva. No entanto, essa utopia vai em desacordo com a execução da legislação federativa, visto que grande parte das pessoas com transtornos do espectro autista são segregadas e descriminadas. Dessa maneira, para a afetivação do pensamento de aristóteles o poder nacional deve propor alterações para a realização da inclusão dos autistas no Brasil.

Ademais, é importante destacar que parcela da população é apático a esse revés. À vista disso, é pertinente trazer a obra musical “máscara” ,da compositora pitty, haja vista que ressalta a relevância de conduzir seus hábitos em consonância com suas concepções mesmo que sejam ávidos e exóticos. Entretanto, nota-se que essa liberdade de ação descrita encontra-se presente somente na teoria, visto que na prática as pessoas com sindrome de autismo são individualizadas e seus atos censurados. Isso ocorre, principalmente, por conta do nefasto ensino escolar que não cria políticas de incentivo a inclusão de autistas na rede de ensino. Logo, para mudança dessa realidade é necessario uma reforma educacional, bem como suas medidadas reduzirão o preconceito e o individualismo presentes na sociedade.

Portanto, vistos os desafios que contribuem para perseverança do autismo como revés no meio social, é mister uma atuação governamental para amenizar o quadro atual. Para a consientização da população a respeito do problema, urge que o MEC, responsável pela educação nacional, em conformidade com a sociedade, deve inserir nas escolas projetos e palestras, por meio de incentivo público e especialistas no assunto, com o intuito de evitar a discriminação de pessoas com transtorno e promover a participação e o exercício da cidadania.