Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 08/08/2022

Preconceito.Exclusão.Despreparo. Essa enumeração evidencia, alguns dentre os diversos desafios enfrentados para inclusão efetiva de pessoas com autismo no Brasil. Desse modo, apesar de avanços constitucionais, como a promulgação de leis, como a definição do “Dia do orgulho autista” há muito o que ser feito para mudar a visão esteriotipada da sociedade e preparo melhor das instituições para seu acolhimento. Portanto, é importante combater esses impasses e possibilitar uma vida digna a eles.

Nesse sentido, vale ressaltar que, historicamente, pessoas portadoras de transtornos ou deficiência são excluídos devido ao capacitismo. Isto é, desde a Roma, em Esparta, os deficientes eram jogados de montanhas, na Idade Média eram queimados e na Era moderna eram considerados incapazes. Assim, ainda que as expressões do preconceito tenham mudado ele ainda permanece na vida, sobretudo, dos autistas, em que constantemente são menosprezados, julgados como anormais e enfrentam dificuldades de acolhimento e de integração no meio social. Diante disso, é necessário a desconstrução de padrões “normais” e

“anormais”, para que todos vivam com autenticidade,diferentemente do passado.

Ademais, as instituições sociais não estão devidamemte preparadas para integrar de forma correta esses indivíduos. Nesse interím, Zigmunt Bauman, afirma

a existências de “Instituições Zumbis”, as quais não deixaram de existir, porém já não cumprem seu papel social a que inicialmente foi proposto. Dessa maneira, a falta de uma equipe multiprofissional e de professores com cursos e experiência para lidar e ajudar na comunicação e socialização de pessoas com autismo, é um reflexo dessas ‘‘instituições zumbis". Posto isso, essa escassez de ferramentas é péssimo, visto que a escola é um modelo primário e completo da vida em sociedade.

Destarte, é de extrema importância que a escola, como instituição capaz de promover a transformação social, instrumentalize, por meio de ações educativas, como projetos, matérias e vivências compartilhadas, para a formação de indivíduos empáticos, habituados com a pluralidade para colher e integrar. Como também, cobrar ações estatais para melhorias, a fim de extinguir o capacitismo e a exclusão.