Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 11/08/2022

Na série Atypica da Netflix, é retratada a jornada de Sam Gardner, um jovem estudante autista que está tentando conquistar o coração da garota que ama. Nesse sentido, mostra as barreiras e problemas que as pessoas com essa síndrome enfrentam, impedindo-as de realizar determinadas tarefas ou atividades de lazer. Ficção à parte, fica claro que a realidade apresentada pelo seriado não é muito diferente da real, onde há discriminação e é difícil para quem porta dessa sindrome exercer sua cidadania.

Primeiramente, é de suma importância ressaltar que a maior dificuldade que as pessoas com autismo enfrentam é o seu acesso à sociedade, onde a falta de inclusão social nas escolas desempenha esse grande e negativo papel. Segundo pesquisa do Ministério da Educação, cerca de 39% dos autistas no Brasil não estão em escolas especializadas em indivíduos com a síndrome. Isso mostra que alguns governos carecem de administração e fiscalização pública, deixando esse segmento da população carente desprotegido.

Ademais, o autismo não deve ser algo que regride e prejudica a vida de seus portadores. O bilionário Elon Musk, por exemplo, disse que foi discriminado e prejudicado quando jovem por causa de seu autismo. Paralelo a isso, a falta de educação nas escolas também dificulta a integração dessas pessoas na sociedade, pois seus colegas, com medo diante ao desconhecido, partem para a ignorância ou bullying.

Portanto , é evidente que há obstáculos para a criação de políticas e verbas com intuito de criar um mundo melhor a essas pessoas. Para uma execução de sucesso, o Estado entra como protagonista na história, criando palestras e apresentações nas escolas para melhor conhecimento e esclarecimento dos jovens. Junto a isso, o Ministério da Saúde criará criar campanhas públicas especializadas no atendimento de pessoas com autismo, focando no público infanto, onde os casos são mais comuns. Desse modo, as pessoas com essa síndrome terão tratamentos especiais e maior atenção para poderem viver uma vida normal e longe de discriminações ou preconceitos.