Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 10/08/2022
Na série televisiva da Netflix “Atypical”, é retratada a vida de Sam, um jovem com autismo e como ele enfrenta seu dia-a-dia em meio a sua condição. Nesse sentido, a trama retrata as dificuldades vividas pelo protagonista em ser aceito pelas outras pessoas, muito pelo preconceito que ele enfrenta. Fora da ficção fica claro que a trama do seriado se relaciona com a de inúmeros jovens com autismo no Brasil que, em meio ao preconceito e a falta de ajuda, se sentem cada vez menos incluídos na sociedade.
Em primeiro lugar é importante ressaltar que, mesmo com a evolução da sociedade, o preconceito ainda é uma realidade no combate à inclusão de pessoas com autismo. Conforme os dados de uma pesquisa realizada pela IEAC, cerca de 55% dos jovens com autismo entrevistados, ou sofrem ou já sofreram preconceito por conta de sua condição. Assim, é importante pôr em pauta essa questão para que esse assunto seja crescentemente debatido nos dias de hoje.
Ademais, aliado ao preconceito, a falta de assistência a essas pessoas também age como uma barreira para a inclusão. De acordo com um estudo realizado pela Rede Latino-Americana pelo Autismo, entre as 3 mil famílias entrevistadas que têm algum membro com a síndrome de Asperger, 37% não recebem nenhum auxílio. O autismo é uma condição que precisa de atendimento e acompanhamento, logo a falta desse auxílio faz com que, cada vez mais, as pessoas que sofrem dessa condição se sintam excluídas da sociedade.
Em suma, é necessário que o Estado tome providências para diminuir o quadro atual. Para que as pessoas com autismo se sintam mais incluídas na nossa sociedade, urge que o Ministério da edução viabilize, por meio de campanhas, palestras e treinamentos, informação a cerca do assunto, para educar a população a como agir perante à pessoas com essa condição. Dessa forma, a sociedade saberá como incluir e ajudar as pessoas com autismo e será capaz de dar a elas os devidos atendimentos. Somente assim será possível com que mais pessoas parecidas como Sam, possam sentir-se realmente incluídas na sociedade.