Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 10/08/2022

Segundo a lei 12.764/2012 artigo 7, da constituição federal: a inclusão de pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) e/ou outros tipos de deficiência, é um direito obrigatório, entretanto, a inclusão de pessoas com autismo no Brasil têm sido um desafio. Isso é uma problemática grave, na medida em que existe um déficit enorme na inclusão escolar de pessoas desse grupo, o que, por sua vez, dificulta ainda mais a compreensão da seriedade do problema, por parte da sociedade, dificultando uma possível solução.

Em primeiro plano, vale ressaltar que, segundo o site “terra”, entre cerca de 2 milhões de crianças diagnosticadas com TEA no Brasil, apenas 10% foram devidamente matriculadas e completaram o ciclo de educação básica. Esse infortúnio da sociedade acontece especialmente por fatores ligados à má conduta e inclusão por parte das entidades de ensino, como por exemplo a recusa de matrículas de alunos com características do espectro autista, oque atualmente é crime e vai contra a lei 7.853/89 artigo 8. Situações desse tipo permitem com que o convívio social da criança com TEA não seja saudável, e desestimulam os responsáveis da vítima a prestar o devido auxílio à mesma.

Consequentemente, como é possível de observar no apontamento do site “educacaopublica”: a inclusão de pessoas com autismo deve ir muito além dos ambientes profissionais, é imprescindível a menção de que isso não ocorre de maneira adequada, entendendo que boa parte das pessoas não está devidamente instruída lidar com situações do tipo. Isso é culpa de uma herança social que limita as ações inclusivas e restringe o ciclo de convivência das pessoas com TEA, como em muitas escolas, afastando essa realidade da maioria e não deixando claro a gravidade da problemática, não preparando e ensinando outras pessoas sobre ela.

Portanto, visando sanar a problemática, é necessário com que o governo, por meio de disponibilização educacional para a população, gincanas inclusivas, auxílio de equipes multidisciplinares, divulgação ampla sobre a realidade do TEA e a sua necessidade de valorização, seria de fato possível existir uma sociedade plenamente capacitada a conviver de forma sadia e inclusiva com pessoas do espectro autista. Assim, diminuindo os desafios da inclusão dos mesmos.