Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 16/08/2022
Sob a perspectiva de São Tomé de Aquino, todos os indivíduos de uma socie-dade democrática possuem a mesma importância, além dos mesmos direitos e deveres. Diante disso, ao observar os desafios da inclusão de pessoas com autis-mo no Brasil, percebe-se que esse assunto possui entraves para ser reverberado na comunidade. Nesse sentido, é importante analisar a negligência estatal e a importância da inclusão dessa minoria.
A princípio, é fulcral ressaltar que a omissão da governança acerca da saúde pública agrava a problemática. Nessa perspectiva, apesar de assegurado no artigo 6°, da Constituição federal de 1988, o direito à saúde não se reverbera no Brasil, tornando-se perceptível na ausência de políticas públicas que visem diagnosticar de forma precoce os autistas. Assim, com a descoberta tardia da doença, a evolu-ção e qualidade de vida das crianças autistas podem ser prejudicadas, de modo a apresentar problemas principalmente de socialização.
Outrossim, é notório que a falta de conhecimento é fator primordial no precon-ceito contra os autistas. Nesse prisma, aluda-se ao pensamento de Paulo Freire, “se a educação não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Sob esse enfoque, sem a ensinança acerca da importância da inclusão dessas pessoas na sociedade, e as dificuldades de socializar apresentadas por elas, o preconceito é acentuado. Desse modo, fica evidente a necessidade de uma melhor educação para a atenuar esse revés, sendo a mesma importante para uma melhora em todos os âmbitos da sociedade.
Dessarte, fica evidente que nem todos têm acesso ao conhecimento. Logo, cabe ao Ministério da Educação, por meio de leis, incluir no currículo escolar ensina-mentos acerca do que é o autismo, e as limitações ocasionadas, além da precisão de incluir as pessoas autistas de forma igual no ciclo social, e ao Ministério da Saúde, com investimentos, assegurar que haja o diagnóstico precoce dessa doen-ça, com a finalidade de que os acometidos com essa patologia não sofram preconceitos, e sejam devidamente inseridos de forma igual na sociedade, além de poderem ser tratados de forma prévia, para atenuar problemas futuros. Em vista disso, o Brasil se aproximará da idealização de São Tomé de Aquino.